
Faço planos com o desconhecido
Sonhos ludibriados
A tudo que tem um quê de intocado
Me entrego lentamente
Sem deixar voltar a dança
Seus poemas me embalam
Mesmo não estando claro
Fazem acreditar
Que a alegria vem ao meu amparo
O acaso deu seu toque
O que há de vir?
Quem há de convir?
Será possível desvendar?
Escolher as armas certas
É usá-las sem estilhaços?
Eis uma missão difícil
Os encantos desnorteiam
Enquanto é preciso desmascará-los
Quem segue a dança
Poderia ser o alvo?
É assim que há de ser
Caça ou caçador?
Perder seria ganhar?